10 dicas de português para concurseiros

10 dicas de português para concurseiros

O português é uma disciplina básica e fundamental em qualquer concurso ou área de trabalho. Por se tratar de uma disciplina que utilizamos a todo momento, muitos candidatos preferem focar muito mais em matérias específicas, e assim nossa língua portuguesa vai ficando de lado. Entretanto, um pequeno erro de português acaba sendo decisivo no processo seletivo. Por isso, preste atenção nas dicas que selecionamos especialmente para você, concurseiro!

1. Ratificar ou Retificar

Pelo fato de serem palavras parônimas, ou seja, palavras parecidas na pronúncia e na grafia, esses dois verbos costumam confundir bastante os concurseiros na prova de português. Fique atento à diferença entre os dois termos e saiba como usá-los de forma adequada.

“Ratificar” se refere ao ato de confirmar, autenticar, validar, comprovar.

Exemplo:

“A Suprema Corte ratificou a decisão de abertura do inquérito parlamentar.” (confirmou).


 “Retificar” quer dizer corrigir, endireitar algo.

Exemplo:

“Os dados serão retificados no sistema.” (corrigidos)

2. Tem ou Têm

Essas formas verbais são palavras homófonas, ou seja, possuem o mesmo som, entretanto, se diferenciam pelo acento. Então, é comum a dúvida na hora de acentuar a palavra “tem”. Veja a diferença:

Utilizamos o verbo “tem”, sem acento, para nominar a terceira pessoa do singular.

Exemplos:

“Ela tem todas as qualificações necessárias para realizar um bom trabalho.”
“Muita gente tem medo de altura.”
“Ele tem um senso de humor diferenciado.”
“Todo mundo tem uma habilidade.”

Têm: o verbo “têm” é usado para designar a terceira pessoa do plural.

Exemplos:

“Eles têm muitas atividades para realizar na próxima semana.”
“Elas têm muitas roupas novas para vender.”
“Os dias de férias têm sido alegres.”
“Eles têm quatro filhos.”

3. Tão pouco ou tampouco

A expressão “Tão pouco” é formada pelo advérbio de intensidade “tão” e pelo advérbio de intensidade ou pronome indefinido “pouco”.  Essa expressão significa “muito pouco”

Exemplos:

“Você comeu tão pouco.”
“Está faltando tão pouco para eu concluir meu curso.”
“Temos tão pouco tempo para organizar a viagem.”


Já a expressão “Tampouco” tem o significado de “também não”.

Exemplos:

“Não estuda, tampouco trabalha.”
“Eu não consegui resolver todas as questões de matemática, tampouco as de física.”
“Ele não tem paciência para ler, tampouco para escrever.”

4. Faz ou Fazem

Muita gente se confunde com o emprego do verbo “Fazer” nas orações que indicam tempo transcorrido. Nesse caso, devemos utilizar o verbo no singular, ele é impessoal, portanto, não tem sujeito com que concordar.

Exemplos:

Faz anos que eu não a vejo.”
Faz dias que não chove.”
Faz tempo que não vamos ao cinema.”

5. A princípio ou em princípio

Essa duplinha causa dúvida quando aparece, são palavras semelhantes, porém, com significados distintos.

A expressão “a princípio” significa no início, antes de qualquer coisa.

Exemplos:

A princípio iniciaremos pela apostila de gramática.”
“Eu queria viajar para o Canadá a princípio, mas depois decidi ir à Suécia.”

Já a expressão “em princípio” significa em tese, de modo geral.

Exemplos:

“Em princípio, as leis não serão cumpridas.”
Em princípio, o contrato não será renovado.”

 6. Senão ou se não

As pronúncias e grafias de “senão” e “se não” são similares, mas os significados são diferentes, cada um dos termos deve ser utilizado num contexto diferente.

“Senão” junto significa “caso contrário” ou “a não ser”.

Exemplos:

“Ele não faz nada, senão arrumar confusão.” (a não ser).
“Vamos logo, senão perderemos o voo.” (caso contrário).

“Se não” separado é sinônimo de “caso não”.

Exemplos:

Se não conseguir enviar o projeto a tempo, me avise.” (caso não)
“Dificilmente você passará no vestibular, se não estudar todas as matérias.” (caso não).

7. Crase antes de pronomes pessoais e verbos

Muitos concurseiros se atrapalham com a famosa crase. Atenção à dica: não devemos empregar o acento diante de pronomes pessoais e verbos.

Exemplos:

“Pedi a ela para organizar as prateleiras da estante.”
“A documentação foi entregue a mim.”
“A missão de planejar exposição foi dada a você.”

“Eles estão prestes a desistir da viagem.”
“Estamos dispostos a ajudar no que for possível.”
“Eu não tenho nada a dizer sobre o assunto.”

8. Assistir o jogo ou assistir ao jogo

É comum ouvirmos no dia a dia as pessoas usando a expressão “assistir o jogo”, entretanto, não é gramaticalmente correto. Nesse caso, como se trata de “ver”, o verbo “assistir” é transitivo indireto com a regência da preposição “a”. O correto é “assistir ao jogo”.

Exemplos:

“Vamos assistir ao espetáculo no próximo sábado.”
“Não consegui assistir ao jogo ontem.”
“Assistimos ao discurso com muita atenção.”

9. Há dois anos ou há dois anos atrás

Cuidado com o uso da expressão “há dias, meses, anos” para não cometer uma redundância. Não precisa colocar o “atrás”. O certo é “há dois anos”.

Exemplos:

“Meu cursou começou há duas semanas.”
“Estive no Rio de Janeiro há dois anos.”
“Iniciamos um novo projeto editorial há três meses.”

10. A fim ou afim

Essa duplinha de palavras gera muitas dúvidas, principalmente, na hora da redação. Entenda a diferença:

A locução prepositiva “a fim” tem a ideia de finalidade.

Exemplo:

“Vamos propor uma reunião a fim de resolver o problema.”
“Ela está estudando muito a fim de passar no concurso.”

Já a expressão “afim” é um adjetivo que indica semelhança.

Exemplos:

“Nós temos objetivos afins.”
“Eles têm gostos afins.”