Relativo antecedido de demonstrativo requer atenção quanto à regência

Relativo antecedido de demonstrativo requer atenção quanto à regência

A roda desenvolve a bilateralidade (controle motor dos lados esquerdo e direito do corpo) e exige que o c√©rebro processe a informa√ß√£o sobre o movimento de forma¬†diferente da que est√° habituado.”



√Ä primeira vista, √© dif√≠cil perceber o que est√° faltando na frase. Raciocinando analiticamente, temos o seguinte: alguma coisa √© diferente de outra e, no caso em quest√£o, uma forma √© diferente de outra forma. Para evitar a repeti√ß√£o da palavra “forma”, lan√ßou-se m√£o do pronome demonstrativo feminino singular “a” (em “da”). At√© a√≠, tudo bem.

O problema √© que esse “a” (aglutinado com a preposi√ß√£o “de” na forma “da”) √© adjetivado por uma ora√ß√£o iniciada pelo pronome relativo (“que”). Como sabemos, o pronome relativo substitui o termo que o antecede, reintroduzindo-o na nova ora√ß√£o, sempre obedecendo √† reg√™ncia dos termos desta.

Trocando em mi√ļdos, algu√©m “est√° habituado” a alguma coisa – no caso, “a certa forma”. A preposi√ß√£o “a” deve, portanto, anteceder o pronome “que”. N√£o ocorre, por√©m, na l√≠ngua a constru√ß√£o “da a que est√° habituado”. Em casos como esse, em que a ora√ß√£o adjetiva aposta a um pronome demonstrativo √© iniciada por preposi√ß√£o, √© de regra substituir as formas “o”, “a”, “os” e “as” por suas formas equivalentes “aquele”, “aquela”, “aqueles” e “aquelas”.

Assim, obtemos a seguinte construção:

A roda desenvolve a bilateralidade (controle motor dos lados esquerdo e direito do corpo) e exige que o cérebro processe a informação sobre o movimento de forma diferente daquela a que está habituado.